quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Parecer

Parece muito tempo,
mas ao mesmo tempo pouco.
Parece que é o vento
ao subir no morro parece
que te invento
e ao mesmo tempo corro
tanto
para um perto longe,
de uma obra que esconde e -s- finge
uma presença ausente.

Parece que lembro-te tanto,
teu abraço quente;
persegue - estás nos cheiros e gostos,
até de pasta de dente!...E parece
tanto um estar junto
quanto estar ardente.
Parece que estou em casa,
e que agora, enfim, sou gente.

Mas é só p(a)rece,
nas nossas mãos.

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